Prisões na região sul da Itália estão com temperaturas acima de 50°C, denuncia sindicato
Imagem mostra incêndios perto do resort Peschici, na região da Puglia, na Itália em 26 de julho de 2026. ANSA / AFP Um sindicato de guardas de prisão na reg...
Imagem mostra incêndios perto do resort Peschici, na região da Puglia, na Itália em 26 de julho de 2026. ANSA / AFP Um sindicato de guardas de prisão na região sul da Puglia, na Itália, vai pedir aos promotores locais que investiguem abusos generalizados nas condições de trabalho em meio à onda de calor na Europa. Segundo a denúncia, as temperaturas superam os 50°C dentro das celas de prisões superlotadas, informou a agência de notícias AFP. Alegando uma "situação estrutural e persistente", a denúncia formal acusa funcionários do departamento prisional de negligência por não resolverem problemas crônicos -- superlotação, calor, fumaça de cigarro e presos com questões psiquiátricas. A AFP teve acesso ao documento que o sindicato SAPPE na Puglia pretende registrar no tribunal de Taranto na terça-feira (27). Mudanças climáticas agravam seca na Europa Onda de calor e incêndios na Europa Este será o quarto período de calor extremo no continente desde maio. No sul da Itália, incêndios causaram estragos na Sicília e na Calábria. A onda de calor na Europa também tem alimentado incêndios devastadores na Espanha e na França. Os focos diminuíram um pouco nesta segunda, mas podem piorar com a nova onda de calor prevista a partir de quarta. Na França, o presidente Emmanuel Macron convocou uma reunião de crise do governo e anunciou que irá visitar a área mais afetada: Bordeaux, famosa por sua produção de vinho. As chamas estão agora a apenas 15 quilômetros dos acessos à principal área metropolitana da cidade, onde a temperatura pode chegar aos 37ºC no próximo fim de semana, de acordo com as previsões do serviço meteorológico francês. Já na Espanha, que decretou estado de emergência na sexta-feira (24) depois que dois focos de incêndio nas proximidades de Madri se fundiram, três frentes distintas permanecem ativas nas montanhas a noroeste de Madri. As autoridades estimam que um total de 77.000 hectares já foram consumidos pelos incêndios nas províncias de Madri, Toledo e Ávila. O incêndio em Ávila foi classificado como o maior incêndio florestal da história recente da Espanha. Cerca de 220 mil pessoas, incluindo turistas e moradores locais, foram evacuadas na França, enquanto quase 100 mil foram orientadas a deixar suas casas na Espanha. Incêndio devastador na França e na Espanha: fogo diminui, mas nova onda de calor preocupa